terça-feira, 29 de Julho de 2014

e por fim da creche (ou não)

Muitas horas de conversa, de ponderação, de acharmos que devíamos dar igual a ambas as nossas filhas [e colocar uma bebé de 6 meses num berçário não era dar igual...Eu não estava em paz].

E se ela ficar comigo até aos 18 meses como a Clara ficou [ou eventualmente entrar um pouco mais cedo na Ludoteca como ela entrou?] ? E se? Será que eu conseguiria trabalhar, pelo menos a 50/60%?

O ponto assente é que desta vez eu não quero ficar em casa, quero vir trabalhar todos os dias. Foi muito duro estar em casa. Preciso de ocupação profissional, de conversas de adultos e o ideal será conjugar ambas as coisas.

Vamos tentar. Ou melhor vou tentar. Arranjámos um cantinho no escritório só dela, qual mini infantário, e vem comigo todas as manhãs. O pior que pode acontecer [como uma amiga do coração me diz] é a certa altura perceber que foi uma má decisão e inscrevê-la numa creche. Entrámos desde ontem em "período experimental".

Está aqui ao meu lado. Eu trabalho mais devagar, não vale a pena termos falsas ilusões, mas entre nós os três que aqui trabalhamos, dividimos atenções. Estando ao meu lado vai "conversando" comigo, vai dormindo, vai comendo, vai brincando. Alterna entre os diferentes espaços lúdicos que lhe criei. Dá às pernas e aos braços, parece feliz. Ri-se muito quando olha para mim, chora quando deixa de me ver. Por vezes quer colo e vamos as duas à janela ver a ponte, ver o rio ou os passarinhos. Ou senta-se ao meu colo e trabalho só com uma mão enquanto lhe ponho o Panda no fundo do ecrã e ela ri-se a ouvir as músicas. Vamos beber café, passear, almoçar a sítios diferentes. Parece-me que acabará por ter uma vivência mais rica do que teria na creche, sem estar sempre fechada no mesmo sítio, sendo que está debaixo da minha asa.

Eu pratico o maior acto de amor pelas minhas filhas [desta vez pela Isabel]. Cedo parte da minha tão amada liberdade para cuidar dela, para lhe dar carinho e colo todos os dias, todo o dia. E por vezes tenho de trabalhar o que faltou durante a noite. Mas se ela está bem, se está mais feliz, não é melhor para todos? Um ano passa a correr. O que é um ano nas nossas vidas? Olho para a Clara, feliz e segura nos seus 4 anos. Já foi há tanto tempo que abdiquei da minha liberdade para tratar dela até que achasse que tinha autonomia suficiente para ir para uma creche. Os dias sucedem-se, a vida passa. Um dia quero olhar para trás e saber que fiz o melhor que pude pelas minhas filhas. E o que é um ano, se isso significa ser eu a participar num ano tão fundamental como é o primeiro ano de vida? Vai-me custar, sei que sim. Sou passarinho livre. Mas da mesma forma que vai custar, sei que é uma fase como qualquer outra na vida que passa, e que passa mais depressa do que achamos.

Vou ser eu a ensiná-la a sentar-se, a palrar, a gatinhar e a andar, tal como fiz com a Clara. Serei eu a introduzir-lhe os alimentos, a ver-lhe o sorriso. A levá-la a andar de escorrega pela primeira vez. O primeiro ano é tão importante!

O pior que pode acontecer é chegar à conclusão que me enganei. :) e terá uma solução simples.


terça-feira, 22 de Julho de 2014

ainda da creche

Para quem colocou filhos em berçários [alguém por aí?] várias questões:

1. Ao que é que devo estar particularmente atenta?
2. Fazem a sopa e a fruta como o bebé está habituado a comer ou é o bebé que terá de habituar-se de repente aos novos sabores da creche?
3. Bebé desata a chorar. O que é que as educadoras/auxiliares fazem?
4. Quando têm dificuldade em adormecer, o que lhes fazem/como ajudam?

Terei reunião com a educadora em breve, até porque o que me causa maior angústia é não a conhecer. É mais fácil sossegar caso conheça a cara da pessoa que cuidará da minha filha. E se não gostar dela?

Da Clara foi fácil... tive dúvidas claro e muitos receios, mas a educadora e a auxiliar na altura da entrada da Clara ficarão sempre no meu coração, porque me permitiam uma coisa que não tem preço: poder ir trabalhar descansada, saber que a Clara as adorava. E que ela ali era feliz. Eu própria simpatizei imediatamente com ela e bem sabem como sou má para gostar de pessoas.

Desta vez é uma escola nova [a da Clara não tem berçário e só permitiam a entrada da Isabel em Setembro do próximo ano e não posso estar mais 1 ano em casa...], não conheço ninguém, o espaço tem menos condições, é muitíssimo mais antigo e percebi que há mais salamaleques e minhoquices com algumas coisas em que gosto de mais descontracção. Referências zero, excepto as que encontrei online onde falam bastante bem das pessoas.

Preciso de lhes conhecer as caras não é? Conhecer as pessoas que vão cuidar dela. Só assim poderei sossegar e saber que ela será bem tratada e que ficará feliz ali. As licenças de maternidade deviam ser mesmo maiores. 1 ano era perfeito.

Entrada na creche

Ainda falta um mês e meio para a Isabel ir para a creche e estou numa imensa angústia por antecipação :/ não consigo imaginar o que vai ser entregar a minha bebé pequenina nos braços de desconhecidos. Já sei que nos custa mais a nós e o blá blá blá todo, mas mesmo assim não quero nem imaginar.

É um misto parvo de sentimentos. Por um lado estou fartinha de estar quase há 6 meses em casa, mesmo que parcialmente a trabalhar a partir daqui. E quero muito retomar a minha vida de profissional, de adulta, de liberdade durante o dia. Mas para que essa liberdade seja possível tenho mesmo de a colocar na creche.

Porque é que não há decisões fáceis na vida? Se ela já tivesse 1 ano, já fosse mais autónoma, seria tudo mais simples para mim. Assim, tão bebé pequenina, tão minha, tão sempre à minha procura, vai custar horrores. Estou tentada a uma solução de compromisso em part-time (mesmo pagando a creche a full-time). Ir buscá-la logo a seguir ao almoço, pelo menos até nos habituarmos as duas a uma separação. Ou eu. O problema devo ser eu. Mas prefiro que os meus filhos andem e falem antes de irem para a creche. É-me mais confortável. Tão pequenina cria-me uma espécie de buraco no peito

sábado, 19 de Julho de 2014

"SOS amamentação" :)

(Publicado por mim no blog Pó-de-talco no dia 19/07/2014 às 17:45)

Mais do que a experiência com a amamentação, que depende de inúmeros factores, mas sobretudo da mãe e do bebé e da capacidade em ultrapassar as dificuldades que surgem sempre, achei importante enumerar algumas coisas que contribuíram para que tivesse duas experiências bem sucedidas.

1. Amamentação em livre demanda. Não estabeleço horários. Da mesma forma que um adulto não tem de ter fome apenas de 3 em 3h, um bebé também não tem de ser um relógio. Por aqui sempre se mamou quando se tem fome, e não obrigatoriamente segundo um relógio estabelecido não sei bem por quem.

2. O bebé também não tem obrigatoriamente de comer em 10 minutos de cada lado. Nunca compreendi isso. Eu como devagar, o meu marido depressa. As minhas bebés comem ao seu ritmo. Se precisam de mamar ao longo de meia hora, assim seja. 

3. Primeiro mama um lado inteiro e só depois troco para o outro. O leite tem composições diferentes ao longo da mamada e o leite mais gordo está no final. Se troco o bebé de lado ao fim de x minutos, corro sérios riscos de lhe estar a dar apenas o leite do inicio, mais aguado, "feito" para matar a sede. Menos gordo, com menor potencial nutritivo. Arrisco afirmar que é por coisas destas que muitas vezes se recorre a suplementos porque o bebé não tem um aumento de peso satisfatório e não é de espantar. 

4. Nos primeiros dias acontece por vezes o peito encher demasiado porque ainda se está a adaptar às necessidades do bebé. Colocar o bebé a mamar será a forma mais rápida de esvaziar o peito e desfazer os caroços. Em alternativa usem a bomba ou água quente direccionada e massagens no duche. 

5. Não há leites fracos. É um mito. Mas existe sim em menor quantidade, que poderá ser insuficiente para as necessidades do bebé. Aumenta-se a produção bebendo água, carradas dela. Depois há suplementos como o Promil que dá uma ajuda (mas não faz milagres) e outras coisas no mercado. Mas o que faz milagres é a quantidade de água que se bebe. Às vezes o corpo não corresponde na adaptação da produção, sobretudo nos picos de crescimento. Quanto mais se colocar o bebé na mama, maior o estímulo para aumento da produção. 

6. Gretas e afins. Como contei num post anterior, com a Clara não tive, mas com a Isabel passei um mau bocado. O Purelan ajudou a cicatrizar. Usei as conchas da medela para deixar arejar o peito. Mas mesmo assim como ela mamava todo o dia o peito não estava a ter tempo de regenerar. Tive de usar pela primeira vez mamilos de silicone porque as dores eram excruciantes. Dois dias foi suficiente e não causou qualquer confusão na bebé que mamava de igual forma com e sem eles. Bem como sempre usou chucha e nunca mamou pior por isso. 

7. Sempre saí com as minhas filhas sem olhar a horas, sendo habitual ter de alimentá-las onde estivesse. Comprei um avental de amamentação que me resolveu muitos pudores! Mas deixo a dica: uma fralda maior ou um pedaço de tecido, uma fita e duas molas e o efeito é o mesmo ;)

8. Há um apoio muito útil que dá pelo nome de SOS Amamentação, com conselheiras de aleitamento materno disponíveis 24h/dia. Os contactos estão todos no site www.sosamamentacao.org e muitas vão a casa ajudar. São uma ajuda preciosa! 

9. Last but not least: paciência e calma. Os bebés crescem e vão deixar de adormecer na mama, vão passar a demorar menos a mamar, o corpo vai adaptar a produção, os mamilos vão finalmente calejar e tudo se vai resolver. Depois de dois meses [para quem quiser mesmo fazê-lo porque é lícito achar que não!] estarão "profissionais" no assunto. E não oiçam os "bitaites" de que o bebé está com fome, o leite é fraco, não presta, e todas as restantes pérolas que as pessoas (especialmente outras mães) adoram dizer. Os bebés choram porque não sabem falar, é a sua forma de comunicar. E quando choram pode ser por 1001 razões, não necessariamente por fome. São comentários dispensáveis que só causam inseguranças nas recém-mamãs. 

Ninguém conhece melhor o nosso bebé do que nós e acredito que todas fazemos o melhor que sabemos. Mas quando precisamos de ajuda não temos de ter vergonha de a pedir e procurar. Muitas de nós já sentiram as mesmas dificuldades e decerto poderemos, ao menos, tentar ajudar :)

6**

6 anos de casados, 13 anos de nós :)

A comemorar num Algarve com nuvens negras, frio e chuva :) não faz mal. Estamos juntos e com as nossas miúdas, portanto está tudo bem :)


sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Das coisas que não me quero esquecer #1

De quando espirravas e dizias que estavas bibada :) [constipada]

De irmos ao restaurante e dizeres que adoravas titonas :) [azeitonas]

:) não páras de crescer e hoje és tu que me corriges quando te pergunto se estás bibada pozé

Amamentação - a minha experiência

(Publicado originalmente no blog pdtalco.blogspot.pt em 18/07/2014 às 10:30)

Por Filipa Serrão - mãe da Clara e da Isabel

Tenho duas filhas e duas experiências completamente opostas. Ao segundo achamos que já vamos preparadas para tudo, que já conhecemos os truques e os problemas. Como tudo, às vezes a vida prega-nos rasteiras :)
Em 2010, quando tive a Clara, não sabia nada. Disseram-me que a coisa fluía naturalmente e eu fui na conversa. Ela pegou bem desde o início, não houve grandes gretas e nunca senti uma subida de leite. Espectacular supostamente. Engordava bem, dormia mais ou menos mas mamava como se o mundo fosse acabar amanhã e a fossem submeter a um jejum prolongado...! De duas em duas horas, às vezes menos! E chegava a estar 45 minutos a mamar, o que significava que daí a 1h e pouco retomávamos a maratona. Fiquei muito cansada, questionava o leite (obviamente!) porque ela não me dava descanso. Por volta dos 3 meses não sei o que se passou e começou a magoar-me. Lembro de amamentar com as unhas cravadas no sofá e as lágrimas a cair. Felizmente passou. Terá sido uma má pega? Não fazia ideia, era completamente inexperiente e ela era uma bola, logo eu estava a cumprir com o que era suposto. 
A Clara mamou até aos 15 meses e meio. Primeiro largou de manhã e por fim antes de dormir. Não insisti e ela não voltou a procurar. Foi sempre um percentil 90 de peso, sobretudo na altura em que foi amamentada em exclusivo.

A Isabel era mais pequenina, já quando nasceu. Pegou bem, tudo ok, continuei sem sentir subidas de leite, sem ter leite em excesso, mas as dores... Senhores as dores que ela me causava! Tudo em sangue e eu já chorava por antecipação. E a perda imensa de peso, nada a ver com a irmã. Fomos insistindo e amamento até hoje, aos 5 meses e meio dela, já com a introdução de alguma alimentação sólida porque o ganho de peso nesta bebé foi sempre nos mínimos. Se a irmã era uma bola no seu percentil 90, esta concorre para a elegância no seu percentil 25 mantido a custo. 

Desta vez fiz uso de tudo o que havia: mamilos de silicone e etcs. Ah e tal porque enganava o bebé e tinha era que corrigir a pega. Claro que sim, racionalizar com uma recém mãe cheia de sangue no peito e a chorar de dores faz todo o sentido :/ usei-os 3 dias, não mais, até porque engolia algum ar e eu não queria potenciar as cólicas ainda inexistentes. Mas foram 3 dias milagrosos para sarar o peito e fazer com que eu não desistisse. Porque teria desistido porque as dores eram insuportáveis :(

Aqui continuamos, com duas experiências tão diferentes. Na 1ª em que bastei, em que fui único alimento numa criança notoriamente gordinha. Na 2ª já tive de fazer uso de alguns biberões de LA, mais do que desejaria, porque o meu corpo não respondeu a tempo e não adaptou a produção e ela chorava com fome. 

Continuaremos para lhe dar tudo o que houver, quando houver. Sobretudo para passar anticorpos na eminente entrada na creche. 

Mas sempre me ouvirão dizer que mais vale um biberão com amor do que uma mama com sacrifício :) mãe feliz = bebé feliz e isso é o mais importante de tudo!

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Desta coisa de ter filhos

Não sei qual foi o momento exacto em que decidimos ter a Clara. Sei que era julho, exactamente por esta altura e estávamos em 2008. Foi uma espera longa e só em Setembro do ano seguinte é que a tínhamos finalmente a caminho. Filha muitíssimo desejada, gravidez calma e sem percalços. Ela nasceu e foi (quase) tudo maravilhoso. Excepto o cansaço. Excepto as discussões (devido ao cansaço), excepto, excepto, excepto... Ninguém fala disto não é? É suposto ser tudo perfeito e apanhamos um susto quando percebemos que afinal não era nada do que pintavam, excepto (lá está), o amor incondicional. Daqueles amores que nunca na vida vamos sentir por nada nem ninguém para além dos filhos. Ela cresceu, adaptámo-nos (provavelmente porque cresceu, começou a dormir e parou de berrar) e decidimos ter o segundo filho, que isto connosco com tanto que demora não convém perder muito tempo. 
Passou mais 1 ano. Em Junho de 2012, mais precisamente no final da tarde do dia 12, que antecedia a noite de Santo António, saímos de uma consulta decididos a recomeçar o longo processo de tentar ter mais outro. A Isabel veio no dia 30 de Maio (dia do aniversário da minha mãe. Há coincidências incríveis!) e descobrimos a sua existência no dia 19 (sempre ao dia 19). Veio este ano no dia 6 de Fevereiro, pequenina e calma, tão diferente. Se havia dúvidas quanto ao amor pelo 2º filho [mais do que dúvidas houve medo por não ser capaz de amar tanto duas vezes!], dissiparam-se no segundo em que lhe peguei. Tão calma, tão serena, a olhar para mim com aqueles olhos tão azuis. E ainda hoje são tão azuis! 

Ter dois filhos é multiplicar os amores. É não saber escolher. É definitivamente amar da mesma maneira, mesmo que com 4 anos de diferença. Costumo dizer que a Clara é o meu amor maduro e a Isabel a minha mais recente paixão, mas ambas conseguem dar-me as boas sensações que só os amores fantásticos trazem. Tão imensamente diferentes, fisicamente e na forma de estar :) 
gostam uma da outra! É tão bonito ver a Isabel do alto dos seus 5 meses a chamar a irmã como sabe (com gritinhos), a rasgar um sorriso quando lhe digo que vamos buscar a mana Clarinha. 

Isto de ter filhos condiciona muita coisa, mas traz tantos sentimentos fantásticos! Traz muito cansaço, muitas contas, muitas preocupações e muitas noites mal dormidas. Mas depois há um sorrido lindo ainda sem dentes ou um abraço de uma menina doce de 1 metro de altura e vale a pena! Porque é fabuloso, é uma viagem como não há igual. Dá vontade de mostrar o mundo, o sol, as árvores, a relva, a areia da praia, o mar salgado. E de abraçá-las muito! E de lhes dizer que arrisco ter a certeza de que o meu maior desejo é que sejam felizes. Imensamente felizes :)

quinta-feira, 26 de Junho de 2014

Há dias assim :)

Há dias em que de repente parece que acordas e ficas meia estupefacta a olhar à tua volta. Há qualquer coisa de diferente naquele dia que despoleta o clic. Tive reunião de pais no colégio da Clara, nas novas instalações para onde ela vai agora aos 4 anos. E olhei para a frente e vi uma bebé pequenina de 4 meses a rir para mim e é minha filha. E de repente olhei para o lado e vi um homem adulto com feições em tudo iguais mas já com a marca do tempo em que estamos juntos, tal como eu também as tenho. E aquele já não era o meu namorado do final da adolescência, aquela paixão arrebatadora que me fazia ter a certeza de que ele era o homem da minha vida, com quem eu queria casar e talvez ter um filho, construir uma vida. Esta pessoa ao meu lado é já o meu marido, veste camisas e não t-shirts e tem um ar tão mais adulto. O projecto educativo de que estamos a ouvir falar é o da nossa filha mais velha, já com 4 anos, já a pensar no seu futuro para além das brincadeiras do jardim-de-infância.

De repente olhei para nós, treze anos depois. Uma vida feliz os dois. Duas filhas e um projecto de vida para ambas. Igualdade de oportunidades é o que queremos dar aos nossos filhos. Olhei para nós e não sei porquê mas fiquei surpreendida numa fracção de segundos. Como se ontem tivesse 19 anos e hoje, quase aos 32, consigo sorrir à vida que criei, às filhas que tive a benção de ter e para quem o meu maior desejo é que sejam sempre felizes, ao pai delas. Meu marido e meu grande, enorme amor, para quem me falta tempo porque nos perdemos entre fraldas, jantares e banhos. E de repente dão-se estes clics e pensamos que gostaríamos de poder aproveitar mais quem tanto amamos. Lembrarmo-nos de lhe dizer. O cansaço é tanto que por vezes caio na cama sem um segundo para um beijo de boa noite e deitar-me no ombro dele. Demorava apenas uns segundos, às vezes é mero esquecimento inocente, não é de todo falta de amor porque esse felizmente está enraizado. 

São giros estes dias assim. Em que acordamos na nossa própria vida. E aí paramos e temos finalmente tempo para agradecer o que a vida nos deu e não lamentar apenas o que nos tirou. Hoje é dia de abraçar as minhas filhas. De receber um sorriso rasgado da minha Isabel pequenina sorridente e um abraço intencional da minha Clara quando me pergunta se está sempre no meu coração e me pede para ver a estrela dela, tatuada em mim. Ao meu Theo espero poder dizer-lhe que o amo e que lamento a falta de tempo e a inocência do esquecimento. :) 

Foi tão estranho. Não sei o que se passou. Fiquei com lágrimas nos olhos, como se de repente me tivesse apercebido de algo estranho ou acordado não de um sonho mas dentro do meu próprio :) 

Hoje foi um dia bom 

domingo, 22 de Junho de 2014

Diversificação alimentar

Agora quase aos 5 meses comecei a introduzir sopas, frutas e papas à Isabel. Tem sido o perfeito inferno. É um filme de terror como nunca vivi. Não há descrição melhor.

Quis ser eu a introduzir em vez de ser na creche depois, por razões óbvias. E tem sido um completo horror. 

Estão a ver este monte de cabelos brancos aqui na minha franja? Pois, é disso mesmo :(

A Clara comia maravilhosamente tudo o que houvesse. A Isabel... Bem a Isabel não gosta de nada de forma nenhuma. Ah desculpem, gosta sim. Gosta de mama...! 

terça-feira, 10 de Junho de 2014

Entraste na creche que queríamos. Estou feliz mas também tenho o meu coração do tamanho de um bago de arroz :( 

Como é que vou ser capaz de deixar o meu bebé? Como é que um dia te explico que a tua irmã teve a mãe a 100% durante quase dois anos e tu terás apenas 7 meses? A culpa é da crise. É infelizmente um clichê verdadeiro. 

Respira-se fundo e apoiamo-nos no "tem de ser". Confesso que já estava a imaginar tê-la comigo no trabalho pelo menos até aos 12 meses. E estava a respirar intimamente de alívio. Mas claro que a solução equilibrada é esta. Mas a mim custa-me horrores imaginar a minha bebé nuns braços estranhos. 

sábado, 31 de Maio de 2014

Diálogos matinais #1

[só para introduzir ontem fomos com a Clara, e com uma nota de 20€ que a tia lhe deu, para ir comprar o que quisesse que se enquadrasse dentro dessa valor. Lá comprou o que quis. Passado um bocado entra noutra loja e viu outra coisa que supostamente queria mais mas compreendeu que não podia trazer porque já tinha gasto o que tinha].

Agora de manhã disse-me que queria muito o filme da Rapunzel. Expliquei que já tinha comprado uma prenda ontem e que por agora não havia mais moedas para comprar nada, porque eram necessárias para o essencial. 

- Oh mamã mas eu quero tanto!
- Clara já te expliquei que agora não pode ser, a mãe não tem mais dinheiro
- oh mas eu quero :(
- Clara não. Por acaso sabes de onde vem o dinheiro?
- Sim mamã sei!! Vem de Paris! [oi?] Temos de ir a Paris comprar mais moedas!!

Juro que não sei onde ela ouviu isto :D


sexta-feira, 30 de Maio de 2014

Happiness Day #2

1 ano depois de cá estares :) é um dia sempre a ser relembrado com carinho. Era também o dia do aniversário da minha mãe e por isso ainda mais especial. Não há coincidências pois não? Estás comigo há 1 ano, apesar de só ter descoberto dia 19 de Junho :) E que felicidade imensa a que trouxeste contigo. Que sensação boa de plenitude. Que bebé tão querida, tão especial. :) Completely in love :)

Happiness Day #1

O dia do recomeço: amanhã, o dia em que ela foi concebida. Para perder estes quilos que a gravidez deixou. É normal, nada que me atrapalhe muito e sem grandes maluquices porque a amamentação é prioridade e isso obriga a uma alimentação correcta e sem restrições tolas. 1 ano depois de ter começado a ganhá-los vamos então começar o caminho para me despedir deles.

:) os sorrisos constantes que ameaçam transformar-se em primeiras gargalhadas e me deixam expectante. Sorri tanto, tão linda, tão imensamente simpática. Completamente apaixonada por esta bebé menina tão querida, tão risonha

Ao final da tarde entre a espada e a parede, confrontada com uma decisão difícil, quase impossível. Reunião familiar, conversa adulta de casal e decisões ponderadas, conversadas e definitivamente tomadas. Vai ser difícil mas cá estaremos para conseguir. Juntos, como sempre.


terça-feira, 27 de Maio de 2014

retomamos

Retomamos por aqui, futuramente num novo formato e com novas rubricas e com uma cabeça mais arejada. Porque fico com pena da C ter um diário de bordo e a Isabel não :) ambas merecem. E há tantos interesses novos agora. Os 32 trazem outra maturidade e outra serenidade. E outros objectivos :)

Ter duas filhas é fantástico. Vamos fazer deste espaço um retrato da Filipa enquanto mãe da Clara e da Isabel. Mulher adulta feliz e quase realizada. Por isso vai ser mais do que um espaço de bebés e crianças. Vai ser um tudo conforme me for apetecendo. Falará de sonhos, desejos, preocupações e inquietações. Será normal portanto.

Porque dizem que devemos plantar uma árvore, escrever um livro e termos um filho :) Pelo menos parte dessa viagem já a completei. Vamos escrever um livro? Para elas, para mim, para nós, para vocês. :) Há tanto para escrever e dizer. Há tanto ainda para viver. Vamos a isto




quinta-feira, 8 de Maio de 2014

4 anos de Clara :) e 3 meses de Isabel :)

(Escrito a dia 08/05)

Há 4 anos estava a começar a descobrir o fantástico mundo da maternidade, ainda sem fazer ideia da magnitude "disto" :) hoje acendi-lhe 4 velas e cantei-lhe os parabéns naqueles minutos de incredulidade em que não compreendemos o que aconteceu ao tempo :) tão gira, tão engraçada, tão crescida! E agora numa família maior com a irmã já com 3 meses que parece que esteve connosco desde sempre. Se dúvidas havia quanto à capacidade de amar da mesma forma o 2º filho desfizeram-se no momento em que abracei a pequena Isabel com os seus 48cm pela primeira vez :) 

Estamos bem. A quem nos seguia peço desculpa pela ausência. Também sinto saudades e também sinto falta de escrever e da companhia que era o blog. Fora as pessoas fantásticas que me trouxe :) mas houve várias coisas menos boas, algumas talvez meras coincidências infelizes, que me fizeram dar uma pausa nisto. E depois claro o normal do dia-a-dia: o trabalho, duas crianças para cuidar, a casa para tratar e o pouco ou nenhum tempo que sobra para mim e menos ainda para as minhas coisas. Já sabemos que quanto mais a Isabel crescer mais nos vamos organizando e começaremos a conseguir encaixar as coisas que ficaram por fazer ao longo dos primeiros meses da bebé. 

Mas estamos bem :) hoje é a festa de anos da Clara e estamos para aqui atarefados entre bolos e etcs. Aproveitei para completar este post que começou a ser escrito há dois dias enquanto a pequenina mama. :)

Vou tentar retomar este Mini Feijão. Que agora se devia chamar as duas feijocas ou coisa que o valha :) mas está tudo bem. A Isabel é muito diferente da Clara bebé. Mais calma, muito mais calma. Mas igualmente sorridente. Ri tanto, é tão engraçada! Quando crescer vai fazer uma dupla gira com a irmã que também está sempre a rir :) são diferentes no entanto, fisicamente e na forma de ser :) espero que sejam amigas e que possam ser sempre felizes! 

quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

:)

chegou a Isabel no dia 06/02/2014 às 16:16 com 3.130kgs e 48cm :) estamos ambas bem e em casa.

:)

segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014

Momentos de partilha :)


Deve ser bem interessante, nem que seja por ter o Dr. Mário Cordeiro a falar, de quem me recordo em particular de uma frase a uma mãe, muito preocupada numa palestra, devido ao uso de chucha pela filha de 4 anos: mais vale pagar um aparelho dentário do que criar traumas desnecessários e retirar a chucha à força. :)

Mas as minhas 38 semanas na data são capazes de ser complicadas para ir. Mas se puder estarei presente!

terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013

parto normal após cesariana

a minha cabeça não pára de pensar nisto, talvez porque a data fica cada vez mais próxima. Peso os prós e contras de ambas as situações, sendo que tive uma cesariana exemplar com uma recuperação fabulosa, pelo que não é uma situação que tente evitar a todo o custo devido a uma má experiência. Vejo vídeos de partos normais [eu sei que não devo, eu sei] e vejo gritos, dores, e outras coisas e não me revejo numa coisa daquelas. Tive um parto tão sereno, tão tranquilo... Queria que a próxima experiência deixasse as mesmas óptimas recordações.

Sei que não induzem, sei que caso rompa a bolsa sem contracções que será nova cesariana, sei que se passar as 41 será nova cesariana, só será parto normal se acontecer de forma completamente espontânea e terei de estar ligada ao CTG em contínuo devido ao risco de ruptura uterina. Para além de que nesse caso dificilmente terei a minha obstetra presente, podendo ter a sorte [ou o azar] de ir parar às mãos de qualquer um que esteja na urgência.

Ela já me perguntou o que iria ser desta vez :) eu disse que não sabia, que ainda estava a reflectir. Mas como se decide entre o conhecido e o desconhecido?

poupadinha :)

acordou agora da sesta. Disse-lhe que tinha fome e perguntei o que é que ela queria lanchar que eu também queria comer. Informou-me que não precisávamos.

"Já comemos ontem mamã".

Poupadinha hein?
ao fim de uma semana completa em casa com a Clara com varicela e eu com uma contractura muscular do pior que possam imaginar, depreendo que não fui mesmo feita para ser caseira.

Estou ansiosa para sair daqui, para regressar ao trabalho apesar das 30 semanas que já pesam. Quero apanhar ar (sem ser na varanda/janela entenda-se), quero ver gente (adulta), ter conversas de adulto, sair sempre que me apetecer. A varicela da miúda já está em fase de borbulhas todas em crosta e muitas delas completamente secas. Finalmente. Só me apetece sair daqui, credo.Pareço um passarinho na gaiola.

Escusado será desabafar que estou aflita com os tempos pós-nascimento da Isabel :) parece-me que vamos andar as duas a passear pela rua pelo menos um bocadinho todos os dias e desde que o tempo o permita. Já com a Clara fiz o mesmo, mas era Maio e não Fevereiro. Não gosto mesmo de estar fechada, chega a fazer impressão.

quinta-feira, 5 de Dezembro de 2013

recordações

a Clara tem estado muito intrigada com a minha barriga "gandi" como ela lhe chama. Não tenho omitido nada, explico-lhe que é a mana bebé que tal como ela esteve um dia, está agora também na barriga da mãe até nascer. Não sei se faço bem ou mal, foi a forma que achei correcta para integrá-la no que se está a passar e explicar-lhe que a mana vai ser bebé e que a Clara vai ajudar a mamã se quiser a tratar da mana e ensiná-la a fazer as coisas devagarinho.

Hoje sentou-se aqui ao meu lado enquanto eu estava ao computador e pediu-me para ver a Clara na barriga da mamã. É sinal que compreendeu de alguma forma. Mostrei-lhe todos os passos, todas as fotografias de uma gravidez muito desejada. E acabei com ela ao colo a mostrar-lhe o filme do nascimento dela. Perguntou porque estava a chorar, expliquei-lhe que tinha frio e que queria o colo da mamã. Ficou feliz quando viu o pai a pegar-lhe e a acalmá-la.

Para mim, que não via o filme já há pelo menos uns três anos, foi um momento de grandes emoções, como que a reviver tudo o que se passou num dia tão feliz. Foi um parto tão sereno, tão fantástico. Ouvir o meu marido na gravação a dizer "é o nosso bebé", sabendo que não é pessoa de expressar emoções, disse-me muito. Foi bom recordar. Foi bom perceber tanto que tenho :) que bom que é tê-los aos dois e daqui a pouco aos 3 e sermos finalmente completos.

socorro :)

- Mamã fiz um desenho para ti! Gosto muito de ti mamã!
- Onde está Clarinha? Fizeste o desenho e não ofereces à mamã?
- Está na porta do quarto!

............... Imaginam como estava a porta do quarto? Não queiram......

terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

Frozen

a Clara está farta de pedir-me para ir ver o Frozen. Diz ela que quer muito ir ver o filme da neve. Tem 3 anos e mais de meio... será que achará graça a ir ver o filme ao cinema? Qual é a vossa experiência?

[passada esta fase das "pintarolas" claro está... coitada da miúda parece sei lá o quê].

domingo, 1 de Dezembro de 2013

Pintas

Uma borbulha, depois outra e afinal mais outra e mais outra.

Clara com varicela. Mãe a dias das 30 semanas de gravidez ficará então os estimados 10 dias com a pequenita em casa.

Estava tão triste hoje e só me perguntava se estava doente :( dizia que estava um dia de sol lá fora e não percebia porque não podia ir andar de baloiço. Ao mesmo tempo que se queixava de dói dói no rabo [borbulhas e comichao].

Estar aqui estes dias todos com ela, apesar do frio mas com tanto sol lá fora, não vai ser fácil. 

Mas mais vale agora do que depois da Isabel nascer. Aí é que seria um verdadeiro problema

quarta-feira, 27 de Novembro de 2013

disparates por aqui

Ontem a educadora da Clara veio falar comigo a pedir para me dar uma palavrinha com um ar preocupado porque tinha estado na escola uma terapeuta da fala e achou que a Clara talvez devesse ser seguida porque não articula correctamente os "l" e os "r".

Reacção da mãe deste lado: uma enorme e valente gargalhada. Tudo bem que eu ontem ia espirituosa e bem disposta quando a fui buscar, mas porem-se com esse tipo de conversas sobre uma criança de 3 anos?? Tenham a santa da paciência. Não articula corretamente bla bla bla. Alô?? É uma criança?? Tem APENAS 3 anos.

Bem a educadora das duas uma: ou achou que eu era maluquinha ou que achava que ela estava tonta de todo. Devo ter feito mesmo o ar mais parvo do mundo antes de largar uma gargalhada. Disse-lhe que se a Clara falava mal na escola que para nós era uma surpresa e que talvez fosse porque está demasiado com crianças, porque em casa, em meio adulto, que remédio tem senão explicar-se correctamente e fazer frases inteiras. E que lá porque não articula "C L A R A" com as letras todas ao pormenor não quer dizer que tenha algum défice, será apenas porque tem apenas 3 anos e aprendeu recentemente a falar. Diz "Clara" como qualquer criança normal diria. Não é suposto soletrar o próprio nome como se tivesse algum atraso mental. Isso sim faria de mim uma mãe preocupada.

Sou eu que sou tonta ou está tudo doido de andarem com estas tretas com miúdos de 3 anos?

terça-feira, 26 de Novembro de 2013

por cá

cão e cadela em casa, cheios de medicação [o Theo bem diz que raio de quantidade de antibiótico se consome nesta casa!], mas aparentemente a recuperar lentamente.

Precisávamos de alegria, de luz e de cor e por isso "fez-se" Natal lá em casa no domingo :) este ano foi a primeira vez que deixámos a Clara montar a árvore sozinha e estava mesmo feliz com as bolas, as luzes e alguns elementos que trouxemos da Disney :)

Hoje temos nova consulta para ver dona Isabel que faz jus à qualidade de 2ª filha [e provavelmente mais reguila por isso!]. Mexe muitíssimo, enfia os seus lindos pés debaixo das minhas costelas criando-me dificuldade respiratória e gosta de me pontapear o estômago quando estou a comer :) temos também a outra versão que é detestar que eu esteja sentada à secretária no escritório por isso vai-se esticando para que eu me afaste da mesa :) Deve ser das "boas" portanto.

Ontem foi também um dia estranho de lembranças. Fez 10 anos que perdi a minha mãe. 10 anos. É impressionante e triste como o tempo passa tão depressa. Hoje sim faz 10 anos do que me lembro como a pior manhã da minha vida, em que caí em mim com o que se estava a passar e a ser requisitada para tratar de uma série de burocracias quando só queria que me deixassem estar quieta no meu canto a chorar sozinha. Não foi fácil. Já não tenho 21, não sou saída de uma adolescência com um fim triste. Tenho 31 anos, duas filhas [uma ainda a caminho], um casamento feliz e um trabalho que me realiza [pelo menos emocionalmente]. Tenho sonhos e desejos, embora carregue comigo uma tristeza latente e profunda devido a uma saudade que nunca se foi embora, Gosto apenas de pensar que onde quer que ela esteja que esteja melhor do que esteve aqui naqueles últimos meses tão difíceis para ambas. Para mim que era uma "criança" e estava a ver o pior fim que alguém pode ter, para ela que sabia que ia deixar uma filha sozinha e que não podia travar esse acontecimento. Guardo em mim uma frase que ela me disse: quando tiveres saudades da mãe olhas para o céu e para a estrela mais brilhante. Saberás sempre que serei eu a olhar por ti.

segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

Acabei de ir deixar a cadela no veterinário outra vez para ser operada a outra coisa que apareceu de surpresa ontem. É suposto rir ou chorar? 

sábado, 23 de Novembro de 2013

Não está fácil por aqui

Por aqui já contamos com mais de 28 semanas. Mas ontem que horror... Foi um dia para esquecer, daqueles em que mal pomos o pé fora da cama começa tudo a correr mal! Chego a esta altura do ano, por volta dos dias "vintes" de Novembro e tcharan. Todos os anos acontece qualquer pérola para recordarmos. O meu cão estava pior do problema que tem nos olhos e levei-o a uma consulta de oftalmologia veterinária ontem. O problema era mais grave do que parecia à vista e saí de lá com um tratamento extenso [e para lá de dispendioso claro está para o salvar da cegueira....!]. Para a cadela não ficar aqui sozinha em casa tinha-a comigo e por acaso perguntei à médica se se importava de ver-lhe o olho esquerdo porque me parecia baço e estranho... Pois já nem saiu de lá, ficou para ser operada de urgência com uma úlcera grande e quistos enormes internos. Fui buscá-la ao final da tarde e não sei se era para rir ou para chorar... Tenho os dois a serem medicados em contínuo, a casa parece uma farmácia de novo e descanso por aqui... Nem vamos comentar. 

Hoje é felizmente um novo dia, vou tentar respirar e arejar. Mas gostava que esta gravidez pudesse ser tranquila, sem sobressaltos e mais coisas. Merecíamos uma trégua that's all. 

Há também outra vez varicela na escola da Clara :) desta vez na sala dela. Era preferível que apanhasse agora do que depois da bebé nascer? Ontem também entornou um pacote de leite em cima do sofá e depois de jantar bebeu um copo de sumo de um trago e vomitou o jantar onde não devia... Divertido por aqui hein? :)

Mais vale rir porque chorar não adianta grande coisa. Tenho mesmo de pôr aqui qualquer coisa na porta está visto. Não acredito em bruxas mas........!

quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

preparação para a chegada da bebé

Com a Clara foi nesta fase, pelas 28 semanas, que tinha tudo tratado. Quarto montado e arrumado, roupa lavada, passada e arrumada e malas quase feitas.

É por ser segunda filha que a única coisa que consta é uma cómoda nova, a roupa felizmente já tratada e arrumada, mas tudo o resto ainda se encontra encaixotado ou na arrecadação.

Pelas 32 - pelo Natal portanto - talvez fosse boa ideia tentar ter tudo pronto :)

Por aqui de resto tem estado tudo bem, temos ecografia esta tarde para avaliar crescimento fetal. Faremos esta intermédia a pedido da obstetra, repetiremos pelas 32/33 semanas outra vez. Eu estou maior, mais redonda. A barriga tem estado a dar pulos e tal como a irmã adora enfiar-me os pés por baixo das costelas e magoar-me a sério e retirar-me capacidade respiratória. Já durmo com duas almofadas e desconfortável, com a azia a perseguir-me. Faz parte. Faltam apenas 12 semanas se chegarmos ao fim. Continua a dúvida sobre o tipo de parto. Logo se verá :) Importa é que continue tudo ok, sem surpresas ou sustos. Merecemos calmaria por aqui :)

Estamos felizes, preocupados com um sem número de coisas, mas bem em geral. Esta 2ª filha virá alterar em muito rotinas e esquemas programados, mas todos nos adaptamos e acho que já nem faria sentido voltar atrás e pensar diferente :) Já falo com ela e explico-lhe que daqui a algum tempo estará no meio daquela casa onde corremos todos a jogar às escondidas e à apanhada pelo corredor :) as gargalhadas são uma constante e faz bem à alma. Espero que ela seja feliz no sítio onde veio calhar. Nós estamos felizes porque vamos ser 4 [+2].

técnicas infalíveis

desde há duas noites, já pela madrugada, oiço uma vozinha doce à minha cabeceira que me diz: "mamã, está muito frio no meu quarto, posso dormir aqui ao pé de ti?".

Como é que se diz que não a esta pequenina? :)

Esta noite tentei contrariar, expliquei-lhe que era muito de noite ainda e que se ela se mantivesse tapada que não teria frio, que o problema é estar sempre a destapar-se :) Deitei-me ao lado dela e de repente ouvi ao longe o meu despertador a tocar. Afinal eram 7h! Eu tinha-me deitado quase às 3h, não admira que me parecesse madrugada :)

Como vai ser quando a irmã dormir ao meu lado no berço? Vamos ser 4 no quarto estou mesmo a ver [sobretudo a partir de determinada hora da noite]. É tão fofinha com um boneco no colo a pedir-me para se deitar porque tem frio :) fofinha e espertalhona.

Eles sabem mesmo como chegar ao nosso coração :)

domingo, 17 de Novembro de 2013

Para mais tarde recordar [com uma gargalhada]

Sexta-feira, final da tarde. Liga-me uma fornecedora habitual e no final da conversa dá-se isto:

- oh D. Filipa o meu marido disse-me que lhe pareceu que a senhora estava de bebé
- pois é verdade e já nem falta muito
- então e já sabe o que é?
- sim é outra menina :) [voz feliz]
- ohhhh valha-me deus não é possível! Ah.. Oh...! Nem posso acreditar que chatice
- [oi?... Nem verbalizei nada]
- já viu que enorme chatice, agora tem de fazer a 3ª tentativa!

Bem... Isto se não viesse de uma senhora amorosa com daqueles aspectos quase cómicos acho que teria respondido :) assim limitei-me a rir sozinha com o ar incrédulo e triste com que ela me diz aquele "valha-me deus" :) muito bom! Já ouvi uns quantos "que pena" que confesso que me entristeceram porque estou muito feliz com mais uma menina. Mas este valha-me deus tão sentido foi impagável :)

sexta-feira, 15 de Novembro de 2013

quinny zapp?

alguém com uma coisinha destas para venda? Quinny Zapp, não importa a cor.


Tenho o Quinny Buzz que era da Clara, gosto imenso, mas tem dois inconvenientes: muito pesado e eu agora tenho um smart... dava jeito não ter de trocar de carro com o meu marido e conseguir meter o carrinho ali. Este "amigo" dobra-se que é uma beleza e pesa pouquíssimo.

ainda do 2º filho - mais uma dúvida

E serão ainda imensas, mas conto com a vossa preciosa experiência para me irem esclarecendo e dando a ajuda preciosa de sempre.

Vou ter a Isabel num hospital privado, tal como tive a Clara, o que quer dizer que o Theo poderá lá passar a noite comigo e ele estava com vontade disso para me dar apoio e etcs. Não é que seja completamente necessário, porque sabemos que não é, mas ele próprio gostava de partilhar a 1ª noite da filha mais nova. Mas isso implica claro está modificar as rotinas da Clara e colocá-la a dormir nos avós por duas noites, que provavelmente coincidirão com o fim-de-semana. Ela volta e meia dorme lá. É muito raro, mas acontece e ela gosta muito, por isso não iria estranhar. Só não quero que ela sinta que a mãe e o pai estão com a irmã e que ela foi posta de parte...

Psicólogas por aí? Será que isto é boa ideia? Será que estou a fazer filmes e isto para a miúda será na boa?

arrependida

:) ontem chegou lá a casa o catálogo dos brinquedos do Jumbo. Dona Clara folheou cheia de entusiasmo e de repente pergunta-me muito atrapalhada se eu já tinha posto a carta para o Pai Natal no correio... é que ela tinha mudado de ideias e já não queria a Casa do Mickey Mouse mas sim a trotinete da Minnie..e agora?

LOL ri-me para dentro... disse-lhe que como ainda faltava um mês que podíamos tentar escrever mais uma carta ao Pai Natal a dizer que ela afinal preferia a trotinete e a pedir desculpa ao Pai Natal por ter mudado de ideias. Ficou muito mais descansada e prometeu que esta seria a escolha final.

Maravilhosos 3 anos :)

terça-feira, 12 de Novembro de 2013

Carta ao Pai Natal

Hoje foi tarde de ir comprar as prendas de Natal da Clara para não andar no meio da confusão em Dezembro com esta barriga já proeminente :) Do Toys 'r us trouxe o papel para escrevermos a carta ao Pai Natal e o catálogo dos brinquedos.

Depois de lhe dar o jantar sentei-me com ela para que ela escolhesse uma prenda e escrevêssemos a carta ao Pai Natal. Escusado será dizer que escolheu uma coisa que eu não comprei, mas adiante :) Foi giríssimo a forma como me ditou a carta. Estou tentada a ir tirar-lhe uma fotocópia para guardar, antes de a colocar no correio :)

É mesmo gira esta fase, não me canso de repetir. Há quem se queixe de birras, braços de ferro e etcs. Felizmente também temos algumas coisas dessas, mas fomos sempre capazes de ir gerindo a coisa e hoje temos uma criança meiga, conversadora e animada, que tem saídas daquelas que adorava passar o dia de gravador na mão para nunca mais me esquecer de tudo o que tenho ouvido. :)

segunda-feira, 11 de Novembro de 2013

As castanhas

Estava a vesti-la depois do banho e começou com uma grande conversa típica dos seus fantásticos 3 anos :) explicou-me que hoje foi dia de São Martinho, que lhe deram castanhas, que só comeu uma mas que não era nada bom e mandou tudo para o lixo. Afinal ela queria era ir andar de baloiço. Isto com o olhar mais doce do mundo :) é fenomenal. Meiga, companheira fantástica, que fase fabulosa. Estou mesmo a gostar e a tentar aproveitar todos os instantes. As saídas são maravilhosas a meio das conversas. E tanto que ela conversa comigo :) é mesmo menina. Tão tagarela! 

Hoje foi também dia de ecocardiograma fetal e está tudo óptimo. Está na altura de começar a falar com ela com mais calma sobre a chegada próxima da irmã. Pensei em comprar uns livrinhos para o Natal e assim poderia ler-lhe antes de dormir. Algum que recomendem em especial? 

sexta-feira, 8 de Novembro de 2013

O 2º filho

então contem-me lá várias coisas :)

1. o que sentimos quando o 2º nasce? A sensação é igual ao 1º?
2. já estamos mais preparadas para "aquele amor incondicional"?
3. Lidamos melhor com a fase de stress dos primeiros meses?
4. Como é ter de dar atenção ao mais velho e ter de tratar de um recém-nascido ao mesmo tempo? Como nos dividimos?
5. O 2º chora tanto como o 1º (brincadeira)?
6. Como é realmente dividir/multiplicar o amor por ambos?
7.as alterações "caseiras" são assim tão grandes? É claro que dá mais trabalho, nem faria sentido se assim não fosse, mas é uma coisa para nos desbaratinar assim tanto? Eu sou extremamente metódica e organizada e consigo trabalhar todo o dia, ter sempre a roupa passada e a casa limpa e tratar da Clara a tempo e horas e ter sempre as refeições certinhas. Claro que isto passa por uma organização física e mental grande, mas faz-se. Ou melhor aprendi a fazê-lo. Com a Isabel penso que será só integrá-la nas rotinas.

Bem e tudo o mais que se lembrarem :) sosseguem o coração de uma mãe com dúvidas :) Estou a brincar claro, mas confesso que ao aproximar-se a data que não sei como me vou dividir em duas :) e gostava de saber.

música na minha vida


Ontem finalmente conseguimos controlar o problema da Clarinha desde a manhã. Já sem febre pedimos à avó que ficasse um bocadinho com ela e fomos namorar os dois um par de horas e recordar "os bons velhos tempos". Dei por mim a ouvir música de outros tempos num coliseu inundado de som e luz e a perceber como tenho tanto que me faça feliz. Estes 5 dias em exclusivo com a Clara aproximaram-nos ainda mais. Andamos sempre agarradas as duas e a dar mimo uma à outra. Invariavelmente recebo um abraço do nada e um "gosto tanto de ti mamã". Sabe maravilhosamente. Noto que falta música na minha vida. Que falta desapego aos problemas. Às vezes deixamo-nos enredar pelas coisas más e pelos sustos e chatices que vão compondo o dia a dia e não damos a devida importância ao que realmente importa. É um cliché, mas às vezes precisamos de um abanão para chegar sempre a esta inevitável conclusão.

Hoje fico ainda com ela resguardada para termos a certeza que voltaremos todos às nossas rotinas na segunda-feira sem mais sustos :) e portanto será dia também de tarefas domésticas e de deixar tudo tratado com um sorriso. E nestes dias, em que percebemos que estamos rodeadas por tudo de bom, até passar a ferro, aspirar e lavar tudo à nossa volta ganha uma nova cor :)